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Quarta, 20 de Outubro de 2021

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MUNDO|OMS FAZ APELO AOS GOVERNOS QUE PARTICIPARÃO DA COP26 EM GENEBRA

OMS pede aos governos
adoção de ações na COP26
para salvar milhões de vidas

Cerca de 24,3% de mortes aconteceram por conta de riscos ambientais. As mudanças climáticas também impulsionam algumas doenças infecciosas como a dengue e a malária, causando mortes em algumas das regiões mais pobres do planeta, segundo Diarmid Campbell-Lendrum, diretor da unidade de Mudanças Climáticas da OMS 


"A queima de combustíveis fósseis está nos matando. As mudanças climáticas são a principal ameaça de saúde que a humanidade enfrenta", afirmou a OMS.
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©Reuters/Denis Balibouse/Direitos Reservados

Por Emma Farge – Reuters, Genebra

A Organização Mundial da Saúde e cerca de três quartos dos profissionais de Saúde do mundo pediram na segunda-feira, 11, que os governos adotem mais ações pelo clima na conferência global climática COP26, apontando soluções que possam salvar milhões de vidas ao ano.https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1424214&o=nodehttps://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1424214&o=node

O relatório da agência sanitária da ONU sobre mudanças climáticas e os pedidos da área por ações transformadoras em todos os setores, incluindo energia, transporte e finanças, aponta que os benefícios de ações ambiciosas em relação ao clima superam de longe seus custos.

"A queima de combustíveis fósseis está nos matando. As mudanças climáticas são a principal ameaça de saúde que a humanidade enfrenta", afirmou a OMS.

A OMS disse anteriormente que cerca de 13,7 milhões de mortes por ano, ou cerca de 24,3% do total global, aconteceram por conta de riscos ambientais como a poluição do ar e a exposição a químicos.

Não está claro exatamente quantos dessas mortes estão diretamente ligados às mudanças climáticas, embora a diretora de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS, Maria Neira, tenha dito que cerca de 80% das mortes por conta da poluição do ar poderiam ter sido prevenidas se suas orientações fossem cumpridas.

As mudanças climáticas também impulsionam algumas doenças infecciosas como a dengue e a malária, causando mortes em algumas das regiões mais pobres do planeta, segundo Diarmid Campbell-Lendrum, diretor da unidade de Mudanças Climáticas da OMS.

"Nossa saúde não é negociável: estamos indo para negociações sobre o clima, estamos negociando muitas coisas, mas a vida de uma só criança, seja ela perdida para a poluição do ar ou para as mudanças climáticas, não é algo que deveria estar na mesa", disse.

 

Agência Brasil

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