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Segunda, 17 de Janeiro de 2022

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MUNDO|PRESIDENTE DO CAZAQUISTÃO DIZ QUE A LUTA CONTRA O TERRORISMO CONTINUARÁ

Ex-chefe de segurança do Cazaquistão, Karim Massimov, é preso sob suspeita de traição

Detenção de Karim Massimov foi anunciada pelo Comitê de Segurança Nacional, chefiado por ele até ser demitido pelo presidente Kassym-Jomart Tokayev na quarta-feira, 5, após protestos violentos que varrem o país da Ásia Central 


De acordo com o gabinete do presidente Kassym-Jomart Tokayev, ele teria dito por telefone ao presidente russo, Vladimir Putin, que a situação estaria se estabilizando.
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©Reuters/Mukhtar Kholdorbekov/Direitos Reservados

Por Olzhas Auyezov e Tamara Vaal – Reuters, Almaty, Cazaquistão

O ex-chefe da inteligência do Cazaquistão foi preso sob suspeita de traição, informou no sábado, 8, a agência de segurança estatal, enquanto a ex-república soviética reprime uma onda de agitação e começa a atribuir culpa.https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1435863&o=nodehttps://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1435863&o=node

A detenção de Karim Massimov foi anunciada pelo Comitê de Segurança Nacional, chefiado por ele até ser demitido pelo presidente Kassym-Jomart Tokayev na quarta-feira, 5, após protestos violentos que varrem o país da Ásia Central.

De acordo com o gabinete de Kassym-Jomart Tokayev, ele teria dito por telefone ao presidente russo, Vladimir Putin, que a situação estaria se estabilizando.

"Ao mesmo tempo, persistem focos de ataques terroristas. Portanto, a luta contra o terrorismo continuará com total determinação", disse ele.

O Kremlin disse que Putin apoiou a ideia de Tokayev de convocar uma videochamada de líderes da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (CSTO), sob cujo guarda-chuva a Rússia e quatro outras ex-repúblicas soviéticas enviaram tropas ao Cazaquistão para ajudar a restaurar a ordem. Não estava claro quando isso aconteceria.

Dezenas de pessoas foram mortas, milhares foram detidas e prédios públicos em todo o Cazaquistão foram incendiados na semana passada na pior violência vivida no produtor de petróleo e urânio desde que se tornou independente, no início dos anos 1990, quando a União Soviética entrou em colapso.

 

Agência Brasil

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